O mercado de cinema sempre buscou a inovação. E, para surpreender o público, a tecnologia, sem dúvida, tem sido uma grande aliada. Como esquecer do Exterminador do futuro 2: o julgamento final, com a transformação do T-1000 de metal líquido para a forma humana? E os efeitos para lá de especiais que eternizaram o Parque dos dinossauros?

Pois é, e quando imaginamos que chegamos ao limite da criatividade, novas técnicas aparecem e abrem um inédito e maravilhoso leque de opções. O que nos reserva, então, o futuro do mercado de cinema?

Além do aprimoramento da qualidade e definição da imagem, novas formas de cinema despontam impulsionadas, principalmente, pela internet.

Quer saber mais sobre as tendências do mercado de cinema? Siga a leitura do post e surpreenda-se!

1. Séries e mercados de nicho

A criação de tecnologias de streaming de vídeo foi possível graças à popularização da internet e da banda larga. Com isso, instalou-se o mercado de nicho ou serviços sob demanda.

Os cineastas, então, deixaram de se preocupar com a quantidade de público ou local da estreia e passaram a levar em consideração apenas o interesse do público.

Dessa forma, as produções — para todo tipo de nicho — foram se multiplicando. A Netflix é o exemplo clássico dessa tendência. Segundo a revista The Atlantic, a distribuição digital tem à disposição cerca de 77 mil microgêneros para categorizar os seus filmes.

Com uma base tão grande sobre as produções, principalmente de Hollywood, os produtores podem analisar as preferências dos espectadores antes de iniciarem um filme ou série. Tudo é estudado em cima de uma base de dados poderosa, que não ensina como fazer um filme ou série de TV, mas indica exatamente o que deveria ser feito.

A série House of Cards, vencedora do Globo de Ouro, não é um sucesso por acaso. Acredite!

2. Cinema independente

Procurar bancos para financiar projetos audiovisuais virou coisa do passado. A internet também possibilitou aos cineastas independentes uma nova fonte de financiamento — o próprio público.

Hoje, já existem sites especializados em arrecadar recursos para projetos independentes, como o Indiegogo ou o Kickstarter.

O objetivo é reunir realizadores e fãs. Enquanto os primeiros têm as ideias e necessitam de fundos para tirá-las do papel, os fãs, por sua vez, quando se identificam com a proposta, investem seu dinheiro na produção. E o resultado desse verdadeiro “casamento” tem sido surpreendente.

É o caso, por exemplo, do filme The Square, financiado pelo Kickstarter. Esse documentário participou do festival de Sundance, foi indicado ao Oscar 2014 e comprado pela Netflix para distribuição.

3. YouTube

O mercado de cinema já não pode desprezar a potência em que se transformou o YouTube. A plataforma de vídeos mais famosa do mundo registra a visita de mais de 1,5 bilhão de usuários por mês. Isso significa um bilhão de horas de vídeos assistidos por dia. Enfim, quem quer divulgar material audiovisual não pode ficar de fora do YouTube.

Também vale destacar que o YouTube, com três bilhões de buscas mensais, é hoje o segundo  buscador do mundo, ficando atrás apenas do Google. São internautas à caça de conteúdos informativos, educativos, reviews, tutoriais etc.

Nesse sentido, a plataforma atrai, cada vez mais, cineastas e produtores independentes ávidos por novos nichos e oportunidades para inovar.

Já existem alguns exemplos de sucessos. O americano Michael Stevens produz vídeos educacionais para o YouTube e já ganhou dois prêmios Streaming Awards na categoria Ciência e Educação. Agora, produz a série educacional Mind Fields para o YouTube Red, com episódios pagos.

4. Cinema mobile

No Brasil, existem mais celulares do que pessoas. A grande maioria desses aparelhos é de smartphones, aptos para a navegação na internet.

Vale destacar que 44% das pessoas que nasceram entre o início dos anos 1980 e meados da década de 1990 consomem conteúdo, primeiramente, por meio de seus smartphones, sendo que, desse total, 25% usam o aparelho como única fonte para se informar.

O que isso tem a ver com o mercado de cinema? Vamos explicar: o que os usuários de smartphones mais procuram na internet são vídeos!

Sendo assim, destacam-se os vídeos produzidos no formato mobile. Eles acabam viralizando entre o seu público-alvo — o sonho de qualquer produtor.

Isso é tão sério que o Google está mudando o seu algoritmo para priorizar as buscas em mobile, o que significa que produtos compatíveis, como vídeos adaptados para a tela do smartphone, estarão no topo de buscas. Dessa forma, quem não fizer um site ou vídeo responsivo poderá ficar de fora do maior buscador on-line do mundo.

5. Alta tecnologia

O público quer novas experiências, por isso outra grande tendência são filmes com alta qualidade de imagem, cada vez mais realistas.

No futuro, o mercado de cinema deverá chegar ao limite da definição que o olho humano consegue perceber, passando das imagens Ultra High Definition para as Ultra High Realism.

Nessa nova fase, para se ter uma visão tridimensional, já não serão necessários óculos ou outros dispositivos especiais. O que se espera é que haja diversas formas de cinema, com novos displays e telas.

E, nesse mundo de alta tecnologia, até mesmo as reações dos espectadores serão monitoradas. Já está em curso um projeto de sistema de coleta de reconhecimento facial que perceberá emoções como tédio, satisfação, surpresa ou entusiamo. O cineasta saberá exatamente como o público está recebendo a sua produção.

Enfim, o mercado de cinema ainda vai nos surpreender. E muito! Aliás, esse é o objetivo, sempre oferecendo valor, distração, participação e uma experiência inesquecível.

É difícil definir como será exatamente o cinema no futuro porque, para a criatividade, não há limites. Mas essas tendências mostram que o interesse do público será cada vez mais analisado e levado em consideração, e o espectador participará, dessa forma, ativamente das produções.

Além disso, o mercado de cinema deverá, cada vez mais, conectar as pontas: cineastas com a alta tecnologia, produtores com o seu público-alvo, fãs e financiadores com projetos inovadores.

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